A Ioseph apresenta esta delicada imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, confeccionada em resina na tonalidade marfim.
A peça representa a Virgem Maria com as mãos unidas em oração, envolvida pelo manto, cercada por raios luminosos e sustentada por um anjo sobre a lua. Sua túnica possui ricos arabescos em relevo, acompanhados de um laço delicadamente esculpido.
O acabamento monocromático valoriza as formas, os tecidos, os raios e os demais elementos da composição. É uma imagem apropriada para altares domésticos, oratórios, salas, quartos, escritórios e ambientes dedicados à oração.
A tradição guadalupana remonta a dezembro de 1531, quando a Virgem Maria apareceu no monte Tepeyac, no atual México, ao indígena Juan Diego Cuauhtlatoatzin.
Nossa Senhora pediu que Juan Diego transmitisse ao bispo o desejo de que fosse construído naquele local um templo dedicado à oração e ao acolhimento do povo. Diante da desconfiança do bispo, foi solicitado um sinal.
Em 12 de dezembro, Juan Diego encontrou rosas de Castela florescendo fora de época. Ele as colocou em sua tilma uma espécie de manto indígena e levou-as ao bispo. Ao abrir a tilma, as rosas caíram e nela apareceu a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.
São João Paulo II destacou que o acontecimento guadalupano marcou profundamente a evangelização do continente americano, mostrando Maria como Mãe do verdadeiro Deus e mãe próxima de todos os seus filhos.
A tilma era uma veste simples, ligada à vida cotidiana do povo indígena. Ao escolher esse tecido como lugar para sua imagem, Nossa Senhora manifesta que Deus pode transformar aquilo que é simples em instrumento de evangelização.
As rosas recordam o sinal entregue ao bispo. O Papa Francisco também as apresenta como imagem das virtudes recebidas de Deus e transformadas em boas obras. A verdadeira devoção mariana deve produzir frutos de bondade, reconciliação e serviço.
O manto azul-esverdeado com estrelas é uma das características mais conhecidas da representação de Nossa Senhora de Guadalupe.
Catequeticamente, o manto recorda a dignidade celestial de Maria e sua missão como Mãe do Filho de Deus. As estrelas remetem ao céu, mas Maria não é apresentada como uma deusa: ela é uma criatura de Deus, escolhida para ser a Mãe de Jesus.
Na imagem original, seu rosto inclinado e suas mãos unidas demonstram humildade e oração. Maria não chama a atenção somente para si, mas orienta o coração dos fiéis para Cristo.
Os raios que envolvem Nossa Senhora recordam a luz. Na leitura cristã, essa luminosidade aponta para Jesus, verdadeira luz do mundo.
A lua sob seus pés pode ser relacionada à imagem bíblica da mulher apresentada no capítulo 12 do Apocalipse: revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de estrelas.
O anjo sustenta a figura de Maria e também funciona como elo visual entre o céu e a terra. Suas asas e sua posição reforçam a ideia de uma mensagem celestial oferecida a toda a humanidade.
Uma das características mais profundas da devoção guadalupana é a proximidade maternal de Maria. Ela escolheu um homem indígena, pobre e humilde para levar sua mensagem.
São Juan Diego chegou a considerar-se pequeno e incapaz de cumprir aquela missão. Mesmo assim, Nossa Senhora confirmou sua escolha. Sua história recorda que Deus não considera apenas prestígio, riqueza ou posição social: Ele também realiza grandes obras por meio dos humildes e disponíveis.
Nossa Senhora de Guadalupe tornou-se, assim, um sinal de encontro entre povos e culturas. Sua imagem comunica acolhimento, dignidade, esperança e união.
As medidas são aproximadas e podem apresentar pequenas variações.